Atualizado em 08/02/2026 por Sylvia Leite
Enquanto grande parte das localidades brasileiras vai perdendo, a cada dia, suas mais antigas tradições, o município de Araçuaí, com menos de 40 mil habitantes, mantém um centenário grupo de Tamborzeiros do Rosário, artesãos em argila e madeira, além de benzedeiras, cantos de trabalho, corais e um museu criado com o propósito de resgatar a história do povo e preservar a cultura da região.
Toda essa efervescência tem raízes no passado, quando Araçuai foi um importante porto e era conhecida pela presença e extração de pedras preciosas. O resgate e a valorização da cultura local, no entanto, é responsabilidade de dois personagens que são explicitamente citados no nome da principal instituição cultural da cidade: “Museu de Araçuaí – um presente de Frei Chico (ou Xico) e Lira Marques”.
À primeira vista, a homenagem pode parecer estranha e exagerada, mas ao conhecer os passos de cada um deles, tudo vai ficando mais claro. Segundo conta Aline Sena, coordenadora do museu, Frei Chico foi um frade franciscano holandês que chegou ao Vale do Jequitinhonha no final da década de 1960 e se encantou com a
riqueza cultural da região, especialmente os cantos religiosos e de trabalho.
Ao se estabelecer e Araçuaí, Frei Chico começou a recolher as músicas que ouvia das lavadeiras e de outros moradores da região a fim de criar um coral com os frequentadores da igreja..
Na mesma época, Lira Marques, que logo passou a fazer parte do coral, começava a impulsionar sua carreira de artesã, seguindo a trajetória da mãe, que fazia presépios de argila para presentear as famílias da rua em que moravam. Mas em vez de se acomodar ao conhecimento adquirido em casa, ela preferiu fazer suas próprias descobertas e começou a frequentar o mercado municipal, além de visitar outras artesãs: “Eu começava a ver diferenças {…} e comecei a fazer perguntas: por que é vermelha? por que está lisinha? ia indagando e colhendo tudo na cabeça”.
O gosto pela pesquisa acabou unindo Lira e Frei Chico que, juntos, foram em busca de expressões, benditos1 e orações pra todo tipo de problema, desde tirar cobra do mato até dor de dente e dor de cabeça. Frei Chico tinha o
conhecimento da religião oficial e a ilustração acadêmica, enquanto Lira trazia consigo a vivência do lugar e a intimidade com a cultura oral. Ela conta que o resultado dessa jornada foram 2.500 fitas cassete gravadas com benzedeiras, romeiros, integrantes de grupos religiosos e de folguedos, líderes religiosos de diversas tradições, cordelistas, contadores de história e até líderes comunitários: “…era com gravador, não podia mudar nada. Frei Chico falava você vai usar todo o palavriado que essas pessoas usam”.
A pesquisa rendeu muitos frutos. Os objetos que Frei Chico comprava ou recebia de presente, cada vez que visitava um artesão ou uma benzedeira, deram início ao acervo do museu. A parte musical foi usada na criação do repertório do Coral Trovadores do Vale, que até hoje se mantém fiel à proposta original de valorizar e preservar a cultura popular. Já as informações, expressões e orações coletadas foram o ponto de partida para uma extensa obra denominada “Dicionário da Religiosidade Popular”.
Um Museu do povo
O Museu de Araçuaí foi formatado com base no Pensamento Redondo, um “método criativo inventado por Frei Chico para correlacionar temas”, segundo informa a condutora Renata logo na entrada da casa
Segundo Aline Sena, coordenadora da instituição, Frei Chico dizia que “a função do Museu de Araçuaí é historicizar a Cultura do povo”, ou seja, interpretar, contextualizar e analisar a evolução de manifestações e costumes ao invés de apenas descreve-los. Alice destaca a audácia da proposta do frei franciscano na década de 1.970, “num momento em que todos os museus do mundo contavam a história das pessoas mais ricas e mais poderosas”.
Dentro dessa mesma perspectiva da correlação de temas, fenômenos e acontecimentos, uma sala do museu é dedicada à exposição da arte regional com peças em argila e madeira.
Entre os autores, estão artistas desconhecidos e outros que já alcançaram alguma projeção além dos limites de Araçuaí, como Zefa (Josefa Alves dos Reis) e Marcinho (Marcio Barbosa). Ela, falecida em 2018, contava histórias esculpindo e imprimindo frases em suas peças de madeira. Ele, também escultor em madeira, ficou conhecido pelo nível de detalhe de suas peças, o que lhe rendeu o apelido de “O Aleijadinho de Araçuaí”. Sem falar na própria Lira, conhecida até mesmo fora do Brasil por suas máscaras de argila e pela pintura sobre papel com tintas naturais que ela mesma extrai da terra.2
Os Trovadores do Vale
A mesma proposta de valorização da cultura local foi adotada por Frei Chico na criação e condução do coral. Miracy Pereira da Silva, a integrante mais antiga do “Trovadores do Vale”, conta que inicialmente ele reuniu e treinou um grupo de pessoas para cantar na Igreja, mas logo descobriu que muita gente cantava em casa e durante o trabalho: “ele ficava escutando e depois gostando, aí ele começou a pensar em buscar as músicas daquelas pessoas, aí resolveu fazer um coral com músicas do povo”.
Foi nesse momento que teve início a parceria de Frei Chico com Lira Marques. Segundo Miracy, Lira conhecia as pessoas e foi abrindo os caminhos para a pesquisa do franciscano. Além de ir a campo fazer a pesquisa, ela chegou a levar cantadores tradicionais para participar de ensaios e apresentações do coral.
E não é apenas a música dos “Trovadores do Vale” que valoriza os elementos locais. Como lembra a coordenadora do grupo Maria de Fátima Marques (Fatinha), tudo no coral tem essa mesma perspectiva, inclusive os uniformes que são feitos em algodão – uma cultura tradicional na região – por artesãs do município de Berilo, no Vale do Jequitinhonha. E como na roça muitos cantadores também dançam, ao cantar algumas músicas o coral segue a mesma dinâmica.
Até hoje, o “Trovadores do Vale” mantém o compromisso inicial de cantar na Igreja, mas foram as apresentações folclóricas, acompanhadas de instrumentos usados na região, que o tornaram conhecidos fora de Araçuaí. É com os cachês recebidos nessas ocasiões que o grupo consegue pagar uniformes, instrumentos e manter a sede, cedida pela Igreja em regime de comodato.
Fatinha considera o coral um trabalho de resistência “porque as novas gerações não têm mais tanta
disponibilidade”. Ela conta que o “Trovadores do Vale” já chegou a ter 40 integrantes fixos, que era o número máximo, mas esse limite teve que ser retirado do estatuto por causa da rotatividade. Nem todos conseguem ser constantes nas apresentações e nos ensaios.
Mesmo com essas dificuldades, Fatinha afirma que o “Trovadores do Vale” continua pesquisando músicas populares, especialmente na Zona Rural: “tem muita coisa que a gente ainda não apresentou, nem aprendeu porque não dá conta. O trabalho é muto extenso”.
O “Trovadores do Vale” é apenas um dos corais de Araçuaí. Existem ainda, na cidade, pelo menos outros quatro grupos musicais: Coral das lavadeiras, Meninos de Araçuaí, Nossa Senhora da Conceição e Estação da Alegria.
O Dicionário da Religiosidade Popular
O outro fruto da pesquisa de Frei Chico com Lira Marques – o Dicionário da Religiosidade Popular – levou quatro décadas para ser concluído e reúne 8.570 verbetes, além de 6.433 notas de pé de página.
Embora o título sugira um recorte religioso, a obra dá voz a todo tipo de manifestação e ainda abre espaço para o que vier adiante. Essa perspectiva futura é registrada pelo próprio autor no texto “Começo do princípio do início de alguma coisa..”, que serve como apresentação da obra.
Lira conta que durante os cerca de 40 anos que levou pesquisando, Frei Chico viajou por várias partes do Brasil e também de Portugal, além de ter consultado vários estudiosos da cultura popular, o que o ajudou a identificar raízes das expressões, cantigas e rezas populares nas três culturas formadoras do Brasil, isto é, nas tradições africanas, indígenas e portuguesas. No dicionário há, por exemplo, 1.433 verbetes sobre assuntos afro-brasileiros.
Os Tamborzeiros do Rosário
A presença africana aparece com maior força nos Tamborzeiros do Rosário – uma antiga tradição sincrética encontrada especialmente no Vale do Jequitinhonha e organicamente ligada a irmandades religiosas devotadas à santa.
Os grupos mesclam elementos de raiz africana – como ritmos, instrumentos, danças e enredos – com a devoção católica a Nossa Senhora do Rosário dos Homens Pretos. Em Araçuaí, os tamborzeiros estão organizados em dois grupos – um de adultos, outro de crianças – e se apresentam em pelo menos três festas anuais: as de Nossa Senhora do Rosário (dos adultos e das crianças) e a de São Sebastião.
O atual capitão do grupo de adultos, Tarcísio Marques Esteves, é neto de tamborzeiro e lembra que o avô levava filhos e netos para participar da festa. Já José Marcos Ribeiro de Souza, capitão do grupo de crianças, diz que uma de suas primeiras lembranças de infância é a de fazer o trajeto da festa segurando na mão do pai. José Marcos é filho de juiz – personagem que ao lado da juíza compõe o casal de honra da festa. O elenco se completa com as
figuras máximas do rei e da rainha.
Não se sabe ao certo quando essa tradição começou. O primeiro registro de sua existência é um documento de 1.979 encontrado pelo Frei Chico durante suas pesquisas do cancioneiro popular, mas acredita-se que o grupo já existisse bem antes dessa data. Quanto a Frei Chico, sua contribuição aos tamborzeiros não termina aí. Foi durante sua permanência na paróquia que o grupo começou a tocar dentro da igreja e os personagens do enredo passaram a ocupar cadeiras de honra próximas ao altar durante a missa da Festa do Rosário. Tarcísio conta, ainda, que Frei Chico participava ativamente do grupo; “entrava na roda e tocava”. E para completar, o coral Trovadores do Vale, criado por ele, tornou-se parceiro nas comemorações a Nossa Senhora do Rosário.
Uma história curiosa
Como se tudo isso não bastasse, a história de Araçuaí está repleta de curiosidades. Uma delas diz respeito à temperatura. Em novembro de 2023, o município foi notícia em todo o país ao atingir o recorde nacional de calor, com 44,8° centígrados, tornando-se mais conhecida por isso do que por sua riqueza cultural 3. Já foi conhecida também pelas araras, mas por causa da degradação ambiental, elas hoje só existem no imaginário e na decoração das casas. Dos primeiros habitantes dessa área, pouco se tem notícia, porque assim como as araras, foram exterminados, mas sabe-se que
A cidade começou a se formar no século 194, com a chegada de um grupo de prostitutas que haviam sido expulsas da Aldeia do Pontal por seu fundador, o padre Carlos Pereira de Moura, que também proibiu as bebidas alcóolicas. Esse lugar, que hoje se chama Itira está localizado a 19 km dali.e na época funcionava como um importante porto da região, por se encontrar na confluência dos rios Jequitinhonha e Araçuaí.
Ao serem expulsas, as prostitutas teriam sido acolhidas por Luciana Teixeira Lages – proprietária da fazenda Boa Vista da Barra do Calhau – descrita por uns apenas como fazendeira, por outros como pequena comerciante que abastecia um aldeamento local e por um terceiro grupo como cafetina5.
Não demorou para que os canoeiros descobrissem o paradeiro das prostitutas e transferissem o porto para esse novo local, que foi chamado inicialmente de Calhau e acabou se tornando o atual município de Araçauí, enquanto Itira, com o tempo, passou a ser um de seus distritos .
Embora não tivesse mesma a localização estratégica de Aldeia do Pontal, que ficava no encontro dos dois rios, Aracuaí herdou do porto anterior a condição de ponto de partida de mercadorias da região das minas rumo ao litoral baiano. O desenvolvimento do município foi impulsionado a partir de 1942, com a inauguração da Estação Araçuaí – ponto final da Estrada de Ferro BahiaMinas (EFBM) que ligava o município ao povoado Ponta de Areia, próximo a Caravelas, no litoral da Bahia. Mas em 1966, a ferrovia foi extinta, seus trilhos arrancados e suas estações abandonadas.
Quase uma década depois, Milton Nascimento fazia um protesto poético conta a extinção da linha férrea por meio da canção “Ponta de Areia”: “Ponta de Areia, ponto final / Da Bahia à Minas, estrada natural / Que ligava Minas ao porto, ao mar / Caminho do ferro mandaram arrancar”. Hoje, Araçuaí faz parte da roda de cicloturismo Bahia-Minas
Araçuaí na Literatura de Rosa
Talvez por toda essa história, ou, melhor ainda, por sua riqueza cultural, Araçuaí e o vale do rio de mesmo nome foram citados oito vezes (com a grafia Arassuaí) por Riobaldo – o personagem narrador do romance “Grande Sertão: Veredas”, de Guimarães Rosa. A maioria das citações refere-se à exploração de pedras preciosas que marcou a economia local a partir da chegada dos Bandeirantes e acabou substituída pela mineração de lítio.
No romance, Riobado conta ao seu ‘interlocutor invisível’6 que as labaredas do fogo ateado por uns companheiros “trocavam tantos brilhos e rebrilhos, de dourado, vermelhos e alaranjado às brasas, essas esplendências, com mais realce que todas as pedras de Arassuaí, do Jequitinhonha e da Diamantina7.”
Foi de Aaraçuaí que ele trouxe a pedra de Topázio8 para dar a Diadorim, o jagunço por quem nutriu uma paixão proibida: “…eu trouxe a pedra de topázio para dar a Diadorim; ficou sendo para Otacília, por mimo; e hoje ela se possui é em mão de minha mulher!9”
Há uma citação, no entanto, que diz respeito ao presídio da cidade onde, segundo Riobaldo, ficou detida Maria Mutema – a personagem do romance que matou o marido e provocou a morte do padre com quem se confessava: “Veio autoridade, delegado e praças, levaram a Mutema para culpa e júri, na cadeia de Arassuaí10.”
O antigo presídio da cidade ainda está lá – uma construção abandonada, que se destaca em terreno elevado. O que não de sabe é se algum dia Rosa esteve em Araçuaí e nem se ele concretamente se inspirou naquele prédio ao falar da prisão de Mutema.11
Notas
- 1 Cantos tradicionais do catolicismo popular
- 2 Aguarde matéria sobre o artesanato de Araçuaí
- 3 Dados do Instituto Nacional de Meteorologia - INMET
- 4 Os dados da história da cidade são imprecisos porque vários documentos se perderam em enchentes
- 5 Os que descrevem Luciana Teixeira como cafetina dividem-se em dois grupos. O dos que acreditam que ela era a dona do bordel em Aldeia do Pontal e foi expulsa junto com as prostitutas e o daqueles para quem ela já era cafetina no local onde nasceria Araçuaí e por isso recebeu as prostitutas. Segundo dados do Museu de Araçuaí, Luciana teria recebido em sua fazenda o naturalista francês Auguste Saint-Hilaire, que registou o fato nas páginas 238/239 do seu livro Viagem a Rio de Janeiro e Minas Gerais, 1975, Editora Itatiaia
- 6 Embora se trate de um monólogo, a narrativa do Grande Sertão: veredas sugere a existência de um segundo personagem a quem o narrador Riobaldo conta suas memórias
- 7 Grande Sertão: veredas, 22º edição, Companhia das Letras, pág. 399
- 8 Ao longo da narrativa, o personagem Riobaldo refere-se a essa pedra como Topázio e, em alguns momentos, como Safira, mas em uma das vezes logo corrige para Topázio. Apenas a título de curiosidade, vale dizer que a região era mais famosa por turmalinas
- 9 Grande Sertão:Veredas, 22º edição, Companhia das Letras, pág. 66
- 10 Grande Sertão:Veredas, 22º edição, Companhia das Letras, pág. 241
- 11 Leia, aqui no blog, outras matérias sobre lugares relacionados à obra de Guimarães Rosa: Cordisburgo, Curvelo, Lassance, Corinto, Morro da Garça, Andrequicé, Araçaí, Serra das Araras, Morrinhos
Araçuaí – Vale do Jequitinhonha – Minas Gerais – Brasil – América do Sul
Fotos
- (1,3,4,5,6,7,8,10,12,13,14) Sylvia Leite
- (2) Acervo Museu de Araçuaí
- (9) Capa e página interna do Dicionário da Religiosidade Popular
- (11) Acervo Tamborzeiros do Rosário
Referências
- Dicionário da Religiosidade Popular, de Francisco van der Poel (Frei Chico), Editora Nossa Cultura, 2013
- Grande Sertão:Veredas, romance de Guimarães Rosa
- Site Rota Bahia-Minas
Colaboradores
- Andreia Rodrigues
- Ivone Rodrigues de Oliveira
- Jane Alves
- Marcos Viana
- Neli Defensor



Quanta beleza e riqueza!
Lindo mesmo, né? Nós ficamos muito emocionados com toda essa história. Eu e os amigos que foram comigo.
Lindo artigo, obrigado! Moro em uma cidade pequena do interior e sou testemunha da contínua perda da identidade cultural, da descaracterização de construções históricas e da constante pressão pela “modernidade” a qualquer preço. Bom saber que alguns locais estão vencendo essa luta inglória.
Obrigada pelo comentário, William. Araçuaí é realmente especial.
Sylvia, parabéns .
Excelente e emocionante registro.
Que venham mais textos!!!
Valeu, Neli. Você fez parte dessa história. Grande viagem!!!
Bom dia , Sylvia! Foi um prazer ler o seu texto. O grupo “Meninos de Araçuaí” já se apresentou em Curvelo, na escola em que eu trabalhava, com muito sucesso! O meu nome é Geraldo Rodrigues Álvares, sou coordenador do Museu Vivo de História Local da Faculdade de Ciências Humanas de Curvelo. Professor aposentado, atualmente me dedico a pesquisar sobre a história de Curvelo nos séculos XVIII. A ideia é transformar os corredores da faculdade em “Lugares de Memória” sobre a nossa História Local.
Fico feliz que tenha gostado. Eu também gostei de saber do seu trabalho. O blog tem uma matéria sobre Curvelo. Dê uma olhada.
Parabéns pelo artigo. Como sempre uma leitura fluida que vai dando vontade de ir pessoalmente conhecer o Museu e ouvir as fitas cassetes com a música dos trovadores.
Obrigada, Mayra. Bom saber que gostou. Volte sempre!
Maravilhosa matéria, Sylvinha!
Estava com saudades de seus textos, sempre encantadores e fundamentados em pesquisas e entrevistas com as lideranças da cultura popular.
Que surpresa boa saber que um religioso. o Frei Chico, foi o grande incentivador dos Trovadores.
Afetuoso abraço
Bom te rever por aqui, Val. Muito legal a história de Frei Chico, né?
Quanta riqueza numa cidade só! Fiquei encantada, Sylvia! Muita vontade de conhecer de perto todas estas tradições que se mantém vivas.
Parabéns pelo belo texto!
Uma maravilha, né mesmo? Vale a pena conhecer. Obrigada pelo comentário generoso.
Que riqueza, Sylvinha. Resgate maravilhoso. Bom saber que alguns lugares lutam para preservar a cultura local. A sua visita deve ter sido muito especial.
Foi uma viagem incrível, Soninha. Fazia tempo que eu queria conhecer Araçuaí, mas confesso que não esperava tanto.
Que história rica de iniciativas e abertura para as diversidades humanas e culturais. Legado inacreditável de um homem europeu e uma mulher brasileira. Ousaram muito para a época e mostraram como o sincretismo religioso preservou nossas origens da ignorância de todos os tempos.
Isso mesmo,Augusta,um exemplo a ser seguido.
Araçuaí e todo o nosso Jequitinhonha é de uma riqueza incontestável e diversa. Ótima matéria!
Obrigada pelo comentário, Parisina. Araçuaí é realmente incrível e o Vale também!!